sexta-feira, 27 de março de 2009

CALVINO E O DIREITO DE RESISTIR AO ESTADO por Armando Araújo Silvestre

Calvino e o Direito de Resistir ao Estado por Armando Araújo Silvestre

Resumo

A partir da Reforma Protestante do século XVI grandes mudanças foram verificas na esfera política européia. Genebra aderiu à causa reformada, em 1536, e a cidade foi o palco das maiores contribuições políticas e poimênicas do reformador Calvino: os seus escritos, suas atividades políticas e pastorais, bem como a sua atuação criando a Academia de Genebra e na reestruturação da Igreja na cidade. O artigo versa sobre o tema da resistência ao Estado no pensamento político de João Calvino, analisando, entre as suas obras, particularmente os seus escritos políticos, ainda que não formem um corpus distinto. Para tanto, o texto privilegia o capítulo XX das Institutas ou Instituição da Religião Cristã, no qual se encontram indicações para a resistência ao Estado. Portanto, para compreender a teoria da resistência segundo Calvino, é mister analisar brevemente a questão da obediência/desobediência nos primórdios da Reforma , a influência que Calvino sofreu de Lutero e dos luteranos, fazer uma síntese do pensamento político do Reformador de Genebra e, por fim, analisar a importância dos magistrados populares para a resistência aos magistrados superiores (Estado).

Doutor e mestre em Ciências da Religião pela UMESP, licenciado em Filosofia pela Unicamp e bacharem em Teologia pelo SPS – Campinas. Após lecionar por vários anos na Universidade Presbiteriana, atualmente é professor da Pós-Graduação em Ciências da Religião da mesma instituição e professor colaborador do CPPG Andrew Jumper, além de professor de filosofia e de sociologia em outras faculdades de São Paulo.

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