terça-feira, 21 de abril de 2009

BERLIM DEDICA EXPOSIÇÃO A REFORMADOR JOÃO CALVINO

Berlim dedica exposição a reformador João Calvino

Diz-se que as ideias de Calvino, reformador da igreja no século 16, inspiraram a democracia moderna e o capitalismo. Hoje, 500 anos após seu nascimento, o Museu
Histórico Alemão lhe dedica exposição em Berlim.

Com mais de 360 documentos históricos, obras de arte e objetos litúrgicos, a atual mostra de Berlim é a maior exposição na Europa durante o Ano Calvino, que marca os 500 anos do reformador nascido em 10 de julho de 1509, na cidade francesa de Noyon.

A exposição tem como foco a pessoa de Calvino e sua influência na Europa. A mostra também trata de temas como expulsão, migração e minorias — assuntos problemáticos para o continente durante diferentes épocas. O próprio Calvino foi forçado a fugir da França para a Suíça em 1535, quando a tensão religiosa levou a levantes violentos contra protestantes.

Isso aconteceu numa época em que a Europa estava dominada por monarcas e a Igreja Católica tinha grande influência tanto na política quanto na sociedade civil. E fazia apenas duas décadas que o alemão Martinho Lutero havia pregado suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, defendendo a salvação através da fé e acendendo, inadvertidamente, a centelha da Reforma Protestante.

Foi nesse contexto que Calvino desenvolveu e propagou o movimento protestante que se iniciava. Mais tarde, sua doutrina teológica ficou conhecida como calvinismo.
O nascimento do Estado sem corrupção

Em entrevista à Deutsche Welle, o teólogo católico e professor aposentado Arnold Angenendt declara que “o calvinismo influenciou decididamente a forma moderna de vida”. Segundo o teólogo, Calvino é interpretado como aquele que disse que qualquer erro é sinal de que se foi abandonado por Deus.

O calvinismo é conhecido por propagar o trabalho duro, a confiabilidade e o perfeccionismo. Angenendt explica que “a ética calvinista criou o funcionário público responsável e profissional”. Para o historiador, isso significou “o nascimento do Estado europeu”.

Um funcionário público que se comporta conforme a ética calvinista não está passível de envolvimento com a corrupção. Os países ocidentais mais influenciados por Calvino têm governos menos corruptos que seus vizinhos do Leste, afirma Angenendt.
Responsabilidades individuais

As igrejas calvinistas são caracterizadas não somente pela forte consciência ética, mas também pela organização não-hierárquica, diz em entrevista à Deutsche Welle Achim Detmers, da Igreja Luterana na Alemanha. Esta igualdade “democrática”, segundo ele, não traz somente liberdade, mas também responsabilidade.

O calvinismo não prescreve um credo universal para cada situação. Em vez disso, novas situações históricas — como o surgimento do nazismo na Alemanha dos anos de 1930 ou tempos de desigualdade econômica — requerem que fiéis leiam novamente a Bíblia e façam interpretações relevantes, diz Detmers.

A redução da influência política eclesiástica e a ênfase no papel do indivíduo são todos ensinamentos do calvinismo, que têm mais em comum com a moderna democracia europeia do que com as últimas monarquias medievais.

“Calvino defendia um democracia aristocrática. Ele defendia uma separação administrativa da Igreja e do Estado, embora quisesse assegurar que a sociedade estava embasada em princípios cristãos como Os Dez Mandamentos”, explica o teólogo alemão.

Detmers comenta que particularmente em comparação com outras doutrinas, que são organizadas mais hierarquicamente e dão menor valor à participação dos fiéis, o calvinismo oferece às sociedades “modernas” um grande potencial de inovação e reflexão.

Uma solução calvinista para a crise financeira?

O clérigo luterano adverte, no entanto, que não deve ser estabelecida uma ligação muito forte entre Calvino e o desenvolvimento da democracia moderna e do capitalismo, chamando a atenção para o papel exercido por uma série de outros fatores sociológicos e históricos neste contexto.

Se os ideais calvinistas — baseados mais no medo do que na misericórdia — tiveram uma maior influência na sociedade atual, já é uma outra questão.

Na abertura da exposição em Berlim nesta semana, o premiê holandês, Jan Peter Balkenende, salientou que a forte ética de trabalho, que é parte importante da teologia calvinista, “se transformou num sistema moral”.

À luz da atual crise econômica, seria “bom se os mercados financeiros fossem mais fortemente governados por estes princípios”, afirmou Balkenende.
Bastiões da teologia reformista

Mais de 25 milhões de pessoas fazem parte da Igreja Luterana na Alemanha, de acordo com informações da própria Igreja. Desses, dois milhões pertencem às igrejas protestantes reformadas. Outros bastiões da teologia reformista na Europa são a Suíça, a Holanda, a Hungria, a Escócia e a França.

Na Alemanha, os membros das igrejas reconhecidas pelo Estado pagam uma dízimo mensal às Igrejas Católica e Protestante. No país, a Igreja Católica conta oficialmente com 25 milhões de fiéis.

A exposição Calvinismo fica aberta até 19 de julho próximo no Museu Histórico Alemão, em Berlim.























Autora: Kate Bowen
Revisão: Soraia Vilela
Fonte: Deutsche Welle
Divulgação: www.juliosevero.com


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domingo, 19 de abril de 2009

A MORAL E O CIVISMO

A moral e o civismo

QUANDO ALGUMAS palavras começam a sofrer desgaste pelo uso, é bom que se consultem os dicionários. As palavras acima, por exemplo.

Moral significa, entre outras coisas, bons costumes, boa conduta, segundo preceitos coletivamente estabelecidos. Já civismo é a fidelidade ao interesse público e também é sinônimo de patriotismo.

Isso me ocorreu ao refletir sobre o papel da escola -complementar à responsabilidade da família- na educação para valores de nossas crianças e adolescentes.
No passado, a educação moral e cívica era obrigatória no currículo escolar brasileiro. Foi adotada por decreto a partir de 1969 e excluída no fim do período militar.

É compreensível. A disciplina era identificada com alguns dos piores aspectos do regime, vista como algo imposto à sociedade civil, um programa de exaltação ufanista do país que ignorava nossas mazelas e um entrave à liberdade de crítica no meio estudantil.

Temo, porém, que, ao simplesmente eliminarmos o ensino de moral e civismo quando da redemocratização, em vez de reformulá-lo para os novos tempos que surgiam, tenhamos incorrido no erro clássico de jogar fora a criança junto com a água de seu banho.

A reinserção desses conteúdos no currículo atual de nossas escolas passa, obviamente, pela negação e pelo esquecimento das distorções do passado, porque nosso olhar deve estar posto no futuro.

O que é inquestionável é a obrigação da escola quanto ao tratamento de temas essenciais à vida do jovem, como senso de comunidade, espírito de cidadania, a ideia de que existem limites ao comportamento e de que o convívio em sociedade só é possível quando se respeita o outro, bem como as leis que regem tal convívio.

Nossos professores precisam transmitir mais que a mera instrução: junto com as famílias, devem ensinar aos alunos valores que os embasem na construção de suas próprias visões de mundo.

Um dos males que afetam os adolescentes de hoje é o relativismo exacerbado com que veem tudo. O ensino de moral e civismo nas escolas viria combater isso, ao informar que existem sim verdades sólidas, como a relevância da ação construtiva voltada para o bem comum e o amor à pátria, ainda que este não implique a negação da existência de problemas no Brasil.

Sem ignorar a responsabilidade que cada um tem por aquilo que é e faz, penso sim que a volta de uma disciplina que estimule o debate de temas como ética e vida em sociedade pode melhorar o caráter de nossos jovens e, por consequência, o dos adultos que eles um dia serão.
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EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingos nesta coluna.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1904200905.htm
São Paulo, domingo, 19 de abril de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

04/04/2009 - d.C. - PRIMEIRA REUNIÃO DE ORAÇÃO, ESTUDO BÍBLICO E PESQUISA CIENTÍFICA DO PROJETO GRACE - UNIFIEO/DIREITO

04/04/2009 - d.C. - PRIMEIRA REUNIÃO DE ORAÇÃO, ESTUDO BÍBLICO E PESQUISA CIENTÍFICA DO PROJETO GRACE - UNIFIEO/DIREITO